O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediu autorização ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para exercer seu mandato a partir dos Estados Unidos, onde está desde o fim de fevereiro. Ele alega sofrer perseguição política e jurídica no Brasil e busca influenciar o governo americano em relação ao julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado. Desde seu retorno do recesso parlamentar em agosto, Eduardo contabiliza faltas injustificadas e se afastou do mandato entre março e julho para tratar de assuntos pessoais.
No ofício enviado a Motta, o deputado argumenta que a Câmara deve criar mecanismos para permitir o exercício remoto do mandato, citando flexibilizações adotadas durante a pandemia da Covid-19. Ele afirma que sua permanência nos EUA é forçada e que tem atuado em “diplomacia parlamentar” com outros países. No entanto, Motta já deixou claro que não há previsão regimental para mandatos à distância e que tratará Eduardo como qualquer outro parlamentar.
A situação de Eduardo Bolsonaro levanta questões sobre a possibilidade de um mandato remoto e as implicações políticas de sua atuação nos EUA. Recentemente, ele participou de uma audiência remota na Câmara, defendendo um perdão aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro e criticando o ministro Alexandre de Moraes. A resistência do presidente da Câmara em aceitar a proposta pode resultar em consequências para Eduardo, que teme perder o mandato devido às suas faltas.