A revista britânica Economist afirmou que o Brasil “oferece aos Estados Unidos uma lição de maturidade democrática”. Em reportagem publicada em 28 de agosto de 2025, o texto compara o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao contexto político dos EUA sob a liderança de Donald Trump (Partido Republicano) e afirma que, enquanto os norte-americanos se tornam “mais corruptos, protecionistas e autoritários”, o Brasil “está determinado a salvaguardar e fortalecer sua democracia”. O julgamento, marcado para 2 de setembro no STF (Supremo Tribunal Federal), é destacado como um “caso de teste” para a recuperação de democracias após a febre populista. A Economist traça paralelos com outras nações que enfrentam crises institucionais, como Polônia, Israel e Reino Unido, posicionando o Brasil como um exemplo de resistência democrática.
Segundo a reportagem, Bolsonaro e seus aliados tentaram anular os resultados da eleição presidencial de 2022, mas a tentativa falhou por “incompetência”. O material revela que ex-militares e grupos armados estiveram envolvidos em planos golpistas, incluindo ideias de assassinato do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar do cenário turbulento, a maioria da população reconhece a tentativa de golpe, e até políticos conservadores criticam a atitude de Bolsonaro. A Economist observa um consenso sobre a necessidade de mudanças institucionais, destacando o papel do STF como guardião da democracia, mas também levantando preocupações sobre seu poder concentrado.
A publicação menciona que o Brasil enfrenta grandes desafios, como divisões internas e resistência a reformas econômicas. No entanto, boa parte da classe política está disposta a seguir as regras democráticas. A Economist conclui que, apesar das dificuldades, o papel do adulto democrático no hemisfério ocidental se deslocou temporariamente para o sul, ressaltando a maturidade política do Brasil em meio à instabilidade provocada por ações externas, como as de Trump.