Susan Monarez foi demitida na quarta-feira (27) do cargo de diretora do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) pelo governo de Donald Trump, devido à sua oposição às mudanças na política de vacinação promovidas por Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde. Monarez, que permaneceu menos de um mês no cargo, considerava que as propostas de Kennedy eram contrárias à ciência e potencialmente ilegais. A Casa Branca afirmou que a demissão ocorreu porque Monarez não estava alinhada com a política da gestão Trump.
A situação no CDC se agrava com a recente revogação da recomendação federal de vacinação contra a covid-19 para grávidas e crianças saudáveis, além da demissão de todo o painel consultivo de vacinas, substituído por conselheiros críticos à imunização. Richard Besser, ex-diretor do CDC, revelou que Monarez se recusou a realizar ações que considerava ilegais ou contrárias à ciência. O clima dentro da agência é tenso, com quatro dirigentes de alto escalão entregando os cargos e o sindicato de trabalhadores denunciando maus-tratos e negligência.
A demissão de Monarez acontece em um contexto de reestruturação da política de vacinas nos Estados Unidos, com cortes orçamentários significativos propostos pela Casa Branca, que incluem uma redução de quase US$ 3,6 bilhões no orçamento do CDC. O secretário Kennedy reconheceu que a agência enfrenta um momento problemático e que mudanças são necessárias, indicando que mais demissões podem ocorrer. A situação levanta preocupações sobre a eficácia e a confiança nas políticas de saúde pública do país.