O deputado distrital Fábio Felix (PSOL) protocolou nesta quinta-feira (28) uma representação no Banco Central pedindo a suspensão da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O pedido surge após a Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), e destaca a conexão do Banco Master com a gestora REAG Investimentos, implicada nas investigações. Felix alerta que a aquisição pode colocar em risco o patrimônio público do Distrito Federal, uma vez que o BRB poderia incorporar ativos contaminados por ilícitos.
A representação ressalta que a REAG Investimentos controla a holding do Will Bank, que mantém cerca de 75% das operações bancárias do Banco Master. O deputado menciona ainda que a REAG já possui uma relação com o BRB, o que poderia criar um conflito de interesses na negociação. Além disso, a ligação entre as instituições não é nova; em 2020, a Operação Fundo Fake da Polícia Federal já havia apontado colaborações entre o Banco Master e a REAG em esquemas fraudulentos envolvendo fundos de pensão.
As implicações dessa situação são significativas, pois revelam um complexo emaranhado de vínculos financeiros que pode comprometer a integridade do BRB e expor o patrimônio do Distrito Federal a riscos elevados. A Receita Federal identificou pelo menos 40 fundos de investimento controlados pelo PCC, totalizando R$ 30 bilhões, o que reforça a urgência de uma análise mais rigorosa das aquisições no setor bancário e financeiro. A situação demanda atenção das autoridades para evitar novos escândalos financeiros e proteger os interesses públicos.