O delegado da Polícia Federal, Bruno Oliveira Pereira Bergamaschi, prestou depoimento nesta quinta-feira (28) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes nos descontos de aposentados e pensionistas do INSS. O depoimento, que se estendeu por cerca de cinco horas, foi realizado a portas fechadas, atendendo a um pedido da PF para não comprometer investigações em curso. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que o delegado recebeu autorização judicial para discutir informações já divulgadas pela imprensa sobre os escândalos.
Durante o depoimento, Viana ressaltou a gravidade das fraudes, afirmando que uma quadrilha se apoderou dos recursos da Previdência. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), elogiou a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que permitiu que o delegado falasse sobre fatos já conhecidos. No entanto, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), expressou preocupação de que a divulgação de detalhes pudesse prejudicar as investigações em andamento.
Os senadores também discutiram o depoimento da defensora pública Patrícia Bettin Chaves, que revelou que as fraudes começaram entre 2018 e 2019. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), argumentou que as reclamações sobre descontos indevidos aumentaram desde o início do governo Lula em 2023. Randolfe reforçou que o esquema fraudulento não é recente, mas foi descoberto durante a atual gestão. A CPMI continua a investigar as responsabilidades e o impacto das fraudes na Previdência Social.