O Governo Central do Brasil anunciou um déficit primário de R$ 59,12 bilhões em julho, resultado do pagamento de R$ 62,78 bilhões em precatórios. Este valor representa um aumento drástico em comparação ao déficit de R$ 8,87 bilhões registrado no mesmo mês do ano anterior e é o segundo maior para meses de julho desde 2020, quando o rombo foi de R$ 87,88 bilhões. A equipe econômica, no entanto, acredita que conseguirá atingir a meta de déficit primário de R$ 31 bilhões até o final do ano, após um acordo que excluiu R$ 26,3 bilhões em precatórios da meta fiscal. Embora as receitas tenham aumentado em 10% em termos nominais, as despesas cresceram ainda mais, principalmente devido aos precatórios e aos gastos com programas sociais. O governo espera equilibrar as contas e alcançar superávits primários em alguns meses do segundo semestre para compensar o déficit acumulado até agora.