A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) deu início, nesta quinta-feira (28), às suas primeiras oitivas relacionadas à investigação de fraudes em aposentadorias e pensões. O depoimento da defensora pública Patrícia Bettin Chaves revelou que os descontos indevidos afetaram especialmente comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, com os primeiros casos registrados entre 2018 e 2019.
Durante a sessão, a defensora enfatizou que as fraudes não começaram na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma afirmação que foi contestada por parlamentares da oposição, que alegam um aumento significativo dos casos sob o atual governo. Além disso, Bettin Chaves mencionou mudanças legislativas durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) que enfraqueceram os mecanismos de controle contra fraudes, um ponto que gerou divergências entre os membros da comissão.
A CPMI continua a investigar um esquema de descontos ilegais que teria causado prejuízos estimados em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a decisão do Ministério Público de encerrar atividades de um comitê que lidava com essas denúncias, enquanto o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), defendeu que as investigações são bem-vindas e que o esquema foi desbaratado durante a atual administração.