Líderes partidários avaliam que as chances de aprovação da PEC da Blindagem, proposta que visa proteger parlamentares de ações judiciais, caíram drasticamente após tentativas frustradas de votação. O cenário adverso não representa uma desistência imediata da emenda constitucional, mas prevalece a leitura de que, se o texto for apreciado, será numa versão muito mais enxuta, sem os pontos considerados excessivos. A crescente rejeição pública e o desembarque de figuras como Baleia Rossi e Gilberto Kassab da base de apoio contribuíram para esse clima desfavorável.
Os parlamentares reconhecem que o dia anterior foi crucial para a PEC, onde a aprovação rápida era necessária para evitar críticas da imprensa e da opinião pública. A sinalização do PL, anteriormente entusiasta da proposta, de que não lideraria mais as articulações pelo avanço também foi sintomática. Esses fatores foram determinantes para o diagnóstico de que o clima para a aprovação já não era mais o mesmo.
Apesar desse cenário complexo, defensores da PEC ainda não desistiram totalmente, mas reconhecem que o alcance da matéria precisará mudar. Se houver uma nova tentativa, será necessário apresentar uma versão muito menos ambiciosa, evitando os exageros que comprometeram sua aceitação inicial e flertaram com a inconstitucionalidade.