Um coletivo de candidatos ao concurso para investigador da Polícia Civil de São Paulo apresentou uma representação ao governador Tarcísio de Freitas, solicitando a investigação de um delegado envolvido na aplicação do certame. A homologação do concurso foi suspensa pela Justiça após indícios de que o delegado utilizou questões elaboradas por um cursinho preparatório durante a prova oral realizada em 26 de fevereiro. A alegação é que isso favoreceu candidatos que tinham acesso prévio ao material, comprometendo a imparcialidade do processo seletivo.
A representação, feita pelo advogado José da Silva Moura Neto, foi enviada à Casa Civil e destaca que a conduta do delegado ofende o caráter concorrencial do concurso público, configurando ato de improbidade administrativa. A Justiça de São Paulo, ao suspender a homologação, apontou que a utilização do material do cursinho beneficiou apenas uma parcela dos candidatos, o que fere os princípios da isonomia e moralidade administrativa. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que uma apuração preliminar foi instaurada para investigar as denúncias.
O relator da decisão no Tribunal de Justiça de São Paulo, Aliende Ribeiro, afirmou que há indícios suficientes para comprovar o favorecimento a candidatos que contrataram o curso preparatório. A suspensão dos resultados do concurso impede a nomeação dos aprovados até o julgamento definitivo da ação. O concurso oferece 1.250 vagas com salário inicial de R$ 5.879,68, e a situação gera apreensão entre os candidatos que temem perder posições devido às irregularidades.