No início de 2022, a professora aposentada Claudete Felix de Souza, de 65 anos, começou a sentir dores nas costas que a impediam de dormir. Inicialmente, ela acreditava que as dores eram sequelas de uma infecção pelo vírus Chikungunya, mas logo percebeu que sua respiração estava alterada. Após consultas médicas, Claudete recebeu o diagnóstico de câncer de pulmão, uma condição que afeta também pessoas que nunca fumaram, representando 15% dos casos.
O câncer de pulmão é frequentemente associado ao tabagismo, mas o caso de Claudete ilustra que a doença pode atingir indivíduos sem esse histórico. A crescente incidência entre não fumantes levanta questões sobre fatores ambientais e genéticos que podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Especialistas enfatizam a necessidade de maior conscientização e pesquisa sobre as causas do câncer de pulmão em não fumantes.
As implicações desse diagnóstico são significativas, não apenas para os pacientes, mas também para as políticas de saúde pública. A conscientização sobre o câncer de pulmão deve ser ampliada, e esforços devem ser direcionados para entender melhor as causas da doença em não fumantes. Isso pode levar a melhores estratégias de prevenção e tratamento, beneficiando uma parcela crescente da população afetada por essa condição.