Em agosto de 2025, Claudete Felix de Souza, uma professora aposentada de 65 anos, foi diagnosticada com câncer de pulmão após meses de sintomas que incluíam dores nas costas e dificuldades respiratórias. Apesar de nunca ter fumado, Claudete se viu em meio a um tratamento complexo, que incluiu biópsias e o uso do medicamento Tagrisso, com seu quadro atualmente sob controle. O diagnóstico tardio é comum entre não fumantes, que frequentemente não são considerados em avaliações médicas iniciais.
O oncologista Luiz Henrique Araújo, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), destacou que 15% dos casos de câncer de pulmão são diagnosticados em pessoas que nunca fumaram. Ele alertou que a redução do tabagismo tem levado a uma diminuição na mortalidade por câncer de pulmão entre fumantes, mas a incidência entre não fumantes está crescendo. Araújo também mencionou que a poluição ambiental e o tabagismo passivo são fatores que contribuem para o aumento dos casos entre não fumantes.
Agosto é o mês de conscientização sobre o câncer de pulmão, e Araújo enfatiza a importância do diagnóstico precoce e da formação de equipes multidisciplinares para o tratamento da doença. Ele recomenda que qualquer sintoma respiratório persistente seja avaliado por um médico, já que a detecção precoce pode melhorar significativamente as chances de tratamento eficaz e recuperação.