O uso de substâncias psicodélicas, como psilocibina e MDMA, tem se destacado como uma nova abordagem terapêutica para tratar transtornos mentais, em meio ao aumento global de diagnósticos de ansiedade e depressão. Embora o Brasil tenha avançado no debate sobre o tema, enfrenta barreiras regulatórias e culturais que dificultam a regulamentação dessas terapias inovadoras. Apesar de estudos promissores realizados por instituições como a USP e a UFRN, a legislação atual, baseada na Portaria 344/1998 da Anvisa, impede o uso medicinal dessas substâncias, refletindo uma resistência política que pode comprometer o avanço científico e o acesso a tratamentos eficazes.