Em um debate transmitido pela CNN, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não será julgado em condições adversas, garantindo que terá “amplo direito de defesa”. O julgamento ocorrerá na próxima terça-feira (2), pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), e abordará a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Boulos destacou que a audiência será transmitida para todo o Brasil, contrastando com práticas do passado, como as do Dops, que atuaram durante a ditadura militar.
Boulos também criticou a postura de Nikolas Ferreira (PL-MG), afirmando que seu campo político não possui “autoridade moral” para discutir democracia, dado seu histórico de apoio à repressão durante a ditadura. Ferreira contestou as afirmações de Boulos, alegando que o julgamento de Bolsonaro carece de ampla defesa, uma vez que os juízes envolvidos manifestam suas opiniões nos autos do processo. O debate abordou ainda temas como orçamento secreto e governabilidade no atual governo.
As declarações de Boulos e Ferreira refletem a polarização política no Brasil, especialmente em relação ao legado da ditadura militar e à atual situação judicial de Bolsonaro. O julgamento não apenas impactará a imagem do ex-presidente, mas também poderá influenciar o cenário político nacional, acirrando os ânimos entre os diferentes grupos políticos e suas visões sobre democracia e justiça no país.