O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, anunciou na quinta-feira (28) que está considerando a suspensão temporária de dívidas para empresas afetadas pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos. Essa medida, conhecida como stand-still, priorizaria empresas que trabalham com produtos perecíveis e será discutida em conjunto com o Ministério da Fazenda e instituições financeiras. Mercadante destacou a urgência da situação, especialmente em complexos regionais onde as compras públicas ainda não foram implementadas.
Durante uma reunião na sede do BNDES no Rio de Janeiro, Mercadante se encontrou com prefeitos de 15 cidades para discutir o plano Brasil Soberano, criado pelo governo federal para apoiar exportadores e trabalhadores impactados pelas tarifas norte-americanas. O prefeito de Petrolina, Simão Durando, enfatizou a importância da fruticultura irrigada para a economia local, afirmando que um terço da população depende dessa atividade. Além disso, o prefeito de Franca, Alexandre Ferreira, alertou sobre os efeitos das tarifas no setor calçadista, que emprega milhares de pessoas.
As tarifas de 50% anunciadas pelo governo dos EUA são parte de uma série de medidas comerciais contra o Brasil e têm gerado preocupações significativas entre os exportadores. O BNDES planeja disponibilizar R$ 40 bilhões em linhas de crédito para ajudar as empresas brasileiras a enfrentar essa crise. A expectativa é que a suspensão temporária das dívidas possa proporcionar um alívio imediato e permitir que as empresas mantenham suas operações durante esse período desafiador.