Gaza tem recebido um aumento modesto na ajuda alimentar, mas a fome extrema e generalizada continua a ameaçar a população local. Cindy McCain, diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos (WFP), afirmou em entrevista à Reuters que, embora o número de caminhões de ajuda tenha aumentado para cerca de 100 por dia, isso ainda é insuficiente para garantir que as pessoas não fiquem desnutridas. Durante um cessar-fogo anterior, o fluxo diário chegava a 600 caminhões.
McCain se reuniu com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em Jerusalém, onde discutiram a necessidade urgente de aumentar a entrada de itens humanitários em Gaza. Um relatório do sistema Classificação Integrada de Fases de Segurança Alimentar (IPC) revelou que aproximadamente 514.000 pessoas enfrentam condições de fome extrema na região. Israel, por sua vez, rejeitou as conclusões do IPC, alegando que são tendenciosas em favor do Hamas.
A diretora do WFP destacou as dificuldades enfrentadas na entrega de ajuda às populações vulneráveis em Gaza e enfatizou a necessidade de acesso irrestrito para garantir que os suprimentos cheguem a quem mais precisa. Apesar da leve melhora nos preços dos alimentos devido ao aumento da ajuda, a maioria da população ainda não consegue comprar comida. A situação crítica pode se agravar ainda mais nos próximos meses, conforme alertado pelo IPC.