O tempo de espera por um transplante de córnea no Brasil mais que dobrou nos últimos dez anos, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) obtidos pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Em 2015, a média de espera era de 174 dias, mas esse número saltou para 374 dias em 2024. Nos primeiros seis meses de 2025, a média já alcançou 369 dias, refletindo uma situação alarmante para pacientes que dependem desse procedimento vital.
O aumento significativo no tempo de espera para transplantes de córnea levanta preocupações sobre a eficiência do sistema de saúde e a capacidade de atender à demanda crescente. Especialistas apontam que fatores como a escassez de doadores e a burocracia nos processos de transplante contribuem para essa situação crítica. A falta de recursos e investimentos adequados na área da saúde ocular também são citados como obstáculos para a melhoria desse cenário.
As implicações desse aumento são profundas, afetando diretamente a qualidade de vida dos pacientes que aguardam o transplante. A demora pode levar a complicações adicionais e até à perda da visão, ressaltando a urgência de ações governamentais e políticas públicas que visem otimizar o processo de doação e transplante de órgãos no Brasil. A sociedade civil e as instituições de saúde precisam se mobilizar para enfrentar esse desafio.