A Arena Barueri será oficialmente renomeada como Arena Crefisa Barueri, em um evento que ocorrerá nesta semana. Este patrocínio representa a 11ª negociação de naming rights no futebol brasileiro e resulta em um investimento total superior a R$ 2 bilhões em direitos de marca nas casas dos clubes. A Crefipar, empresa da presidente Leila Pereira, assumirá a administração do estádio por um período de 30 anos, com cerca de R$ 500 milhões destinados a melhorias, incluindo R$ 70 milhões já gastos na instalação de um gramado sintético.
O conceito de naming rights começou a ganhar força no Brasil apenas em 2005, com o primeiro contrato firmado pelo Athletico-PR. Desde então, clubes como Palmeiras e Corinthians têm explorado essa estratégia para aumentar suas receitas. Ivan Martinho, professor de marketing da ESPM, destaca que a comercialização dos naming rights é uma parte significativa da receita dos clubes e que as parcerias podem potencializar o desenvolvimento das experiências esportivas, semelhante ao que ocorre nos Estados Unidos.
Além da Arena Crefisa, outros estádios brasileiros também possuem contratos de naming rights, embora a maioria esteja ligada a empresas do setor de apostas. A modernização das arenas e a diversificação das experiências oferecidas aos torcedores têm atraído um novo público, transformando os estádios em espaços multifuncionais. Sergio Schildt, presidente da Recoma, enfatiza que as novas opções de entretenimento são fundamentais para ampliar o interesse do público em frequentar os estádios.