A Anglo American anunciou a venda de suas minas de níquel no Brasil para a MMG, subsidiária da estatal chinesa China Minmetals, por US$ 500 milhões. A decisão, divulgada em maio de 2024, gerou controvérsia, pois a Corex Holding, ligada ao grupo turco Yildirim, apresentou uma proposta de US$ 900 milhões, alegando melhores condições financeiras. A Anglo defende que a escolha pela MMG se deu pela qualidade geral da proposta, que incluiu garantias financeiras e capacidade operacional.
A transação abrange as minas de Barro Alto e Codemina, localizadas em Goiás, além dos projetos Jacaré, no Pará, e Morro Sem Boné, em Mato Grosso. A Anglo American afirmou que o processo de venda foi competitivo e seguiu as melhores práticas de governança. A empresa destacou que a MMG possui um histórico sólido em manter operações durante ciclos de commodities e que sua proposta apresentava um pagamento inicial maior e condições mais realistas em relação ao preço futuro do níquel.
As implicações dessa venda são significativas para o setor mineral brasileiro e para as comunidades locais. A Anglo American enfatizou seu compromisso com a sustentabilidade e a continuidade das operações, visando preservar os benefícios para empregados e a economia local. A transação está sob análise do Cade e da União Europeia, o que pode impactar o futuro das operações de mineração no Brasil.