A viagem do vice-presidente Geraldo Alckmin ao México e Canadá, iniciada em 27 de agosto de 2025, marca um movimento significativo na reorientação da política externa brasileira sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva. Em resposta ao aumento das tarifas sobre produtos brasileiros, que agora chegam a 50%, o governo busca diversificar seus mercados e diminuir a dependência do segundo maior parceiro comercial do Brasil, os Estados Unidos.
Durante sua missão, Alckmin assinou acordos comerciais focados em setores como agropecuária, bioenergia e tecnologia, com o objetivo de transformar o México em uma plataforma logística para acessar o mercado norte-americano indiretamente. A nova postura pragmática do governo brasileiro visa reforçar laços com potências latino-americanas e explorar oportunidades em blocos multilaterais, enquanto Lula defende uma agenda de cooperação que prioriza a construção de parcerias ao invés de barreiras.
As implicações dessa guinada na política externa são profundas, com potencial para alterar as cadeias produtivas e abrir novos mercados para produtos brasileiros. A ApexBrasil já identificou 72 países com capacidade para absorver as exportações afetadas pelas tarifas dos EUA, destacando o México como um dos principais destinos. A estratégia de Lula e Alckmin reflete uma busca por equilíbrio nas relações internacionais e uma posição mais assertiva do Brasil no comércio global.