As ações da Reag Investimentos (REAG3) enfrentaram uma queda acentuada de 17,29% na manhã desta quinta-feira (28), após a empresa ser alvo de mandados de busca e apreensão. Às 10h45, os papéis estavam cotados a R$ 3,11, levando a empresa a entrar em leilão. A operação, denominada Carbono Oculto, é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e envolve cerca de 1.400 agentes em uma investigação sobre um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, que supostamente envolve a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Reag informou que está colaborando integralmente com as investigações e fornecendo todas as informações solicitadas. A empresa, que se apresenta como a maior gestora independente do Brasil, controla R$ 299 bilhões sob gestão e tem se destacado no mercado financeiro. Recentemente, a Reag também ganhou notoriedade ao adquirir os naming rights do cinema Belas Artes em São Paulo, que agora se chama REAG Belas Artes.
As implicações dessa operação podem ser significativas para a reputação da Reag e para o mercado financeiro como um todo. A investigação não apenas afeta o valor das ações da empresa, mas também levanta questões sobre a integridade do setor financeiro brasileiro. Com a fraude já tendo sonegado R$ 7,6 bilhões, os desdobramentos dessa operação podem impactar a confiança dos investidores e a regulamentação do mercado.