O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (9) uma tarifa de 50% sobre todas as importações provenientes do Brasil, gerando forte repercussão nos mercados financeiros. Especialistas apontam que o setor de bens de capital será um dos mais afetados pela medida, especialmente empresas como a Embraer e a WEG, que têm significativa exposição ao mercado norte-americano.
O Bradesco BBI alertou que, caso as novas tarifas sejam somadas às já existentes, empresas de autopeças poderão enfrentar uma carga tributária total de até 75%. A WEG, que obtém cerca de 28% de sua receita dos Estados Unidos, pode ver cerca de 9% de sua receita total impactada diretamente pelas novas tarifas. Apesar disso, a presença industrial da empresa nos EUA pode ajudar a mitigar os efeitos negativos.
O Itaú BBA também expressou preocupações sobre a WEG, estimando que aproximadamente 7% de sua receita total estaria sujeita às novas tarifas. A empresa, no entanto, possui capacidade de realocar parte de sua produção para unidades no México, o que poderia reduzir a exposição à taxação. Por outro lado, a Iochpe-Maxion, que também tem uma parte de sua receita proveniente da América do Norte, deve enfrentar um impacto menor devido à sua estrutura de produção localizada nos EUA e no México.
Analistas recomendam cautela aos investidores, destacando que a volatilidade nos mercados pode aumentar à medida que os efeitos das tarifas se tornam mais claros. A situação continua a evoluir, e as empresas afetadas estão avaliando estratégias para minimizar os impactos financeiros das novas medidas comerciais de Trump.