A Justiça de São Paulo determinou, nesta sexta-feira (11), a prisão preventiva de João Nazareno Roque, um técnico de TI de 48 anos, envolvido no ataque hacker à prestadora de serviços C&M Software. O incidente, ocorrido na madrugada de 30 de junho de 2025, resultou em prejuízos estimados em R$ 800 milhões, decorrentes de transferências fraudulentas realizadas via Pix.
Roque estava sob prisão temporária desde 3 de julho, após ser detido pela Polícia Civil por fornecer credenciais de acesso ao sistema da C&M Software, que conecta bancos menores e fintechs ao sistema de pagamentos do Banco Central. Durante o depoimento, o técnico afirmou que foi abordado por um dos hackers em um bar e que mantinha contato com eles apenas por celular, trocando de aparelho a cada 15 dias para evitar rastreamento.
A defesa de Roque alega que ele foi enganado e que atuou como um “fantoche” no esquema criminoso. O advogado do suspeito, Jonas Reis, declarou que Roque não tinha conhecimento do golpe multimilionário. O ataque permitiu que os criminosos realizassem transferências em massa da conta do BMP (Banco Master) para diversas contas, com a maior parte dos valores sendo direcionada a três instituições de pagamento, que foram suspensas do sistema Pix pelo Banco Central.
João Nazareno Roque trabalhava na C&M desde 2022, após uma carreira anterior como eletricista. A empresa, homologada pelo Banco Central em 2001, é uma das nove autorizadas no Brasil a integrar instituições financeiras ao sistema de pagamentos.