O Governo Federal, sob a liderança do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enfrenta uma crescente tensão com o Congresso Nacional devido à decisão de aumentar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O impasse teve início em 22 de maio, quando o Ministério da Fazenda anunciou a medida sem consulta prévia, gerando reações imediatas entre os parlamentares.
A proposta de elevar o IOF foi apresentada como uma solução para o déficit fiscal, mas a falta de diálogo com o Legislativo intensificou a crise. O governo, ao invés de recuar, optou por insistir na implementação do imposto como uma âncora para o equilíbrio fiscal, desconsiderando as críticas sobre sua eficácia e legalidade.
O IOF, por sua natureza regulatória, não se encaixa nos princípios de anterioridade fiscal, permitindo ao governo alterar suas alíquotas sem a necessidade de aprovação legislativa. Essa situação gerou um clima de incerteza e descontentamento, tanto entre os parlamentares quanto na sociedade, que teme as consequências financeiras dessa decisão. O desfecho da questão deve ser definido em breve, com a expectativa de uma intervenção do Judiciário.