Os gastos das famílias brasileiras com Habitação registraram uma alta de 0,99% em junho, após um aumento de 1,19% em maio. Essa variação contribuiu com 0,15 ponto porcentual para a taxa de 0,24% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 10 de agosto.
O aumento mais significativo ocorreu na energia elétrica residencial, que subiu 2,96% devido à implementação da bandeira tarifária vermelha patamar 1. Essa mudança resultou em um acréscimo de R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 KWh consumidos, contribuindo com 0,12 ponto porcentual para o IPCA. Além disso, reajustes nas tarifas foram registrados em várias cidades, incluindo Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro.
No acumulado do ano, a energia elétrica já apresenta uma alta de 6,93%, sendo a principal pressão individual sobre a inflação, com uma contribuição de 0,27 ponto porcentual para a variação de 2,99% do IPCA. Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, este é o maior aumento acumulado para um primeiro semestre desde 2018.
Ainda no setor de Habitação, a taxa de água e esgoto teve um aumento de 0,59%, impulsionada por reajustes em diversas cidades, como Brasília, Rio Branco, Curitiba e Porto Alegre, refletindo a pressão inflacionária sobre os serviços essenciais.