Promotores sul-coreanos estão investigando o ex-presidente Yoon Suk Yeol, deposto após um processo de impeachment, por supostas ordens de envio de drones sobre Pyongyang, capital da Coreia do Norte. De acordo com relatos, as incursões teriam ocorrido em outubro de 2024 e visavam provocar uma reação militar do país vizinho, permitindo a Yoon justificar a declaração de lei marcial, que foi efetivamente implementada em dezembro do mesmo ano.
As investigações revelaram gravações de áudio que indicam comunicações entre Yoon e as Forças Armadas sobre o envio dos drones. Analistas políticos sugerem que a estratégia de Yoon falhou, uma vez que a Coreia do Norte não respondeu à provocação como esperado. O ex-presidente enfrenta acusações de insurreição, que podem resultar em pena de morte ou prisão perpétua, embora a Coreia do Sul não tenha realizado execuções em décadas.
Yoon, que foi libertado sob fiança em março, nega as acusações e afirma que sua declaração de lei marcial foi uma tentativa de proteger a nação. No entanto, promotores especiais solicitaram um novo mandado de prisão, incluindo acusações de abuso de poder e falsificação de documentos. A audiência para decidir sobre o mandado está marcada para esta quarta-feira, 9 de outubro, onde Yoon deverá apresentar sua defesa ao tribunal.