O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta uma crise interna no Ministério da Previdência, envolvendo o ministro Wolney Queiroz e o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. A tensão se intensificou após a troca de superintendentes regionais, que ocorreu sem aviso prévio ao ministro, provocando descontentamento e descoordenação entre os dois. A situação se agrava em meio a investigações sobre fraudes no INSS, que levaram à troca da cúpula da autarquia em maio deste ano.
Wolney Queiroz, que assumiu o cargo em maio, havia concedido autonomia a Waller para realizar nomeações, mas essa decisão foi revertida em uma nova portaria, centralizando novamente o poder nas mãos do ministro. As mudanças nas superintendências, especialmente em São Paulo, onde Waller substituiu Hermenegildo Pires Alves, ligado a investigações de superfaturamento, geraram críticas e descontentamento entre partidos, como o PDT e o Centrão.
Além das trocas de comando, a crise é marcada por disputas políticas internas, com aliados de Wolney reclamando da exposição excessiva de Waller e de decisões tomadas sem consulta prévia. O Palácio do Planalto foi acionado para mediar a situação, solicitando que Waller informe a ministra da Articulação Política, Gleisi Hoffmann, sobre futuras mudanças na cúpula do INSS. A continuidade de Waller no cargo é incerta, diante das tensões e da falta de alinhamento com o ministro da Previdência.