O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (25) uma parceria com os países do Brics para o desenvolvimento de terapias celulares voltadas ao tratamento do câncer. A iniciativa visa criar uma estrutura nacional que possibilite a produção de tratamentos avançados, que atualmente podem custar mais de R$ 3 milhões por paciente.
A proposta do governo brasileiro é nacionalizar parte do processo de produção dessas terapias, com o objetivo de reduzir custos e ampliar o acesso à tecnologia. As terapias celulares, como a CAR-T, utilizam células do próprio sistema imunológico do paciente, que são modificadas em laboratório para reconhecer e atacar células cancerígenas.
Atualmente, essas terapias estão aprovadas para alguns tipos de câncer hematológico, como leucemias e linfomas, com resultados promissores em casos onde outras opções de tratamento falharam. No entanto, a aplicação em tumores sólidos ainda apresenta desafios, e estudos estão sendo realizados para aprimorar essa abordagem no Brasil.
O tratamento, que envolve um processo complexo e caro, não é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), embora alguns planos de saúde cubram terapias celulares aprovadas pela Anvisa. O governo espera que a parceria com os Brics possa facilitar o acesso a essas inovações no futuro.