Em fevereiro passado, um grupo de pesquisadores, incluindo uma zoóloga e seus colegas, viajou até Río Cuarto, uma cidade comum a leste dos Andes argentinos, em busca de um verme de importância extraordinária. A escolha por estudar um verme, em vez de animais mais carismáticos, deve-se ao fato de que, do ponto de vista zoológico, os vertebrados — como mamíferos, aves e peixes — seguem um plano corporal semelhante, enquanto organismos menos conhecidos podem guardar segredos evolutivos únicos.
O verme em questão, chamado de “pequeno habitante de sal”, foi originalmente descoberto no século XIX e pode representar uma janela para o passado, oferecendo insights sobre a história da vida na Terra. No entanto, sua localização atual permanece incerta, tornando a busca por ele um desafio científico. A equipe espera que, ao reencontrá-lo, novas pesquisas possam revelar conexões inesperadas entre espécies antigas e modernas.
A jornada ilustra como a ciência muitas vezes se debruça sobre detalhes aparentemente insignificantes para desvendar grandes mistérios. Enquanto a maioria das pessoas se encanta com animais mais familiares, são criaturas como esse verme que podem reescrever capítulos da biologia. A busca continua, e cada pista encontrada é um passo para entender melhor a complexa tapeçaria da evolução.