A mudança para outro país é um desejo comum entre brasileiros, com cerca de 4,9 milhões já vivendo no exterior até dezembro de 2024, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores. Diante de possíveis mudanças tributárias no Brasil, como a taxação de grandes fortunas, o visto de investidor surge como uma opção atraente para quem busca residência ou cidadania em outros países. Programas como o Golden Visa em Portugal, que exige investimentos em regiões específicas, ou o visto EB-5 nos EUA, que demanda US$ 800 mil e geração de empregos locais, estão entre as alternativas mais procuradas.
Especialistas destacam que cada país tem suas regras: na Espanha, é necessário investir 500 mil euros em imóveis, enquanto na Grécia, o valor cai para 250 mil euros, sem garantia de cidadania. A Itália oferece flexibilidade, permitindo investimentos em startups e títulos públicos. Nos EUA, o visto EB-5 continua popular, mesmo com a possível revisão do programa em 2026 e a promoção do Golden Card, voltado a investidores de alto patrimônio. A procura permanece alta, impulsionada pelo medo de mudanças futuras nas regras.
Além do processo migratório, planejamento tributário e sucessório são essenciais para quem busca mudança definitiva. A saída fiscal do Brasil e a estruturação patrimonial no exterior exigem assessoria especializada para evitar dupla tributação e complicações legais. Em casos de herança, bens no Brasil e no exterior podem exigir inventários separados, tornando estratégias como trusts ou testamentos internacionais ferramentas valiosas para garantir a segurança jurídica das famílias.