O vice-presidente e ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior afirmou que o Brasil possui instrumentos legais para responder à nova tarifa de 10% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, mas destacou que a preferência do governo é pelo diálogo. Ele mencionou que o Congresso Nacional já aprovou uma lei que fornece o arcabouço jurídico necessário para ações, mas reiterou que a negociação é o caminho prioritário.
Além disso, o vice-presidente avaliou que a medida norte-americana pode acelerar as tratativas para o acordo entre Mercosul e União Europeia, destacando o potencial econômico do bloco europeu, que reúne 27 países e uma população de 720 milhões de pessoas. Segundo ele, a situação atual pode impulsionar o fechamento do acordo, fortalecendo as relações comerciais entre os dois blocos.
Por fim, alertou para o risco de desvio de comércio devido às tarifas dos EUA, afirmando que o governo monitorará possíveis mudanças bruscas no fluxo de importações e exportações. A preocupação é que outros países redirecionem seus produtos para o mercado brasileiro, o que exigirá atenção para evitar impactos negativos na economia local.