O vice-presidente Geraldo Alckmin expressou preocupação com os efeitos do aumento de tarifas anunciado pelo governo dos Estados Unidos, destacando que a medida pode desviar fluxos comerciais para o Brasil. Em entrevista ao Jornal Nacional, ele afirmou que o governo monitorará possíveis alterações bruscas no comércio exterior, evitando impactos negativos na economia nacional. Alckmin também criticou a decisão por enfraquecer a Organização Mundial do Comércio (OMC) e criar insegurança para investimentos globais.
O vice-presidente reiterou que o caminho ideal para resolver disputas comerciais é o diálogo e a negociação, não medidas unilaterais como as adotadas pelos EUA. Ele destacou que “guerras tarifárias” prejudicam todos os envolvidos e que o Brasil não pretende retaliar com a Lei da Reciprocidade, aprovada recentemente pelo Congresso. Em vez disso, o governo prefere buscar acordos, como a potencial aceleração do tratado entre Mercosul e União Europeia.
A postura do Brasil reflete uma estratégia de cautela e diplomacia, visando proteger a competitividade internacional do país sem adotar medidas agressivas. Alckmin enfatizou que a prioridade é manter a previsibilidade e a estabilidade nas relações comerciais, evitando escaladas de conflitos que possam afetar a economia global. O governo segue atento aos desdobramentos da decisão norte-americana e seus possíveis reflexos no cenário externo.