Em uma decisão sem precedentes, o Vaticano condenou, em 2019, um ex-arcebispo por abusos sexuais cometidos décadas atrás. O religioso, que ocupava uma posição de destaque na Igreja, foi expulso pelo papa após ser declarado culpado de crimes contra um adolescente. A punição, considerada histórica, marcou um raro momento de accountability dentro da instituição.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a morte do ex-clérigo, anunciada nesta sexta-feira (4) pela arquidiocese de Washington. Embora o comunicado não detalhe as circunstâncias do falecimento, destacou-se a solidariedade às vítimas de abuso sexual. Autoridades eclesiásticas enfatizaram a importância de orações e apoio aos afetados, sem mencionar diretamente o acusado.
A queda do religioso, que já foi uma figura influente na arrecadação de fundos para o Vaticano, levantou questionamentos sobre a resposta da Igreja a casos de abuso. O papa Francisco, em particular, foi criticado por sua suposta lentidão em agir. A expulsão do clérigo, no entanto, foi vista como um passo significativo na abordagem de escândalos que há muito assolam a instituição.