O governo de Donald Trump tem adotado medidas para pressionar instituições acadêmicas de elite nos EUA, como Harvard, Columbia e Princeton, a se alinharem às suas visões políticas. Através do bloqueio de financiamentos federais, a administração alega combater o antissemitismo e posturas críticas a Israel, mas críticos argumentam que a estratégia visa silenciar oposições e controlar o discurso acadêmico. Universidades dependentes desses recursos, que representam em média 13% de seus orçamentos, têm cedido às pressões, implementando regras mais rígidas para protestos e revisando departamentos acadêmicos.
A ofensiva inclui investigações, suspensão de bolsas de pesquisa e até a revogação de vistos de estudantes, especialmente aqueles envolvidos em manifestações pró-Palestina. Casos como o de uma doutoranda detida sem explicações claras e de um pós-graduando ameaçado de deportação ilustram o clima de repressão. O governo justifica as ações como necessárias para combater o extremismo, mas defensores da liberdade acadêmica veem um ataque sem precedentes à autonomia universitária.
Além do conflito no Oriente Médio, a administração Trump também mira questões como diversidade e direitos LGBTQIA+, como no caso da suspensão de verbas à Universidade da Pensilvânia por suas políticas esportivas inclusivas. Analistas comparam a estratégia a medidas autoritárias da era Nixon, destacando o uso abusivo de ordens executivas para fins políticos. Enquanto aliados defendem a postura como cumprimento de promessas de campanha, opositores alertam para os riscos à democracia e à liberdade de expressão no ambiente acadêmico.