Após a imposição de novas tarifas pelo governo dos EUA, analistas alertam que medidas mais agressivas podem ser adotadas caso as políticas comerciais não reduzam o déficit do país. O uso de alavancas financeiras, como restrições ao acesso ao dólar ou pressão sobre sistemas de pagamento globais, está entre as possibilidades, embora essas ações possam ter custos elevados até mesmo para os próprios Estados Unidos. Economistas destacam que tais estratégias, incluindo tentativas de enfraquecer o dólar por meio de acordos internacionais, enfrentariam resistência de aliados como China, Europa e Japão, devido a divergências econômicas e políticas.
O texto também explora como o controle dos EUA sobre sistemas de pagamento, como Visa e Mastercard, poderia ser usado como ferramenta de coerção, especialmente na Europa, onde essas empresas dominam grande parte das transações. No entanto, especialistas apontam que medidas extremas, como interromper serviços financeiros, poderiam acelerar a busca por alternativas, como moedas digitais, e corroer a confiança no dólar como moeda global. Apesar disso, a implementação de soluções europeias, como um euro digital, ainda enfrenta obstáculos burocráticos e técnicos.
Enquanto isso, autoridades europeias avaliam respostas possíveis, mas hesitam em escalar o conflito com retaliações diretas, dada a interdependência econômica e o risco de prejudicar credores locais com exposição aos EUA. A incerteza sobre os próximos passos do governo norte-americano mantém mercados e instituições em alerta, com receio de que medidas unilaterais possam desestabilizar ainda mais o comércio global.