O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul decidiu, por unanimidade, manter o impeachment e destituir o presidente, encerrando um processo que se arrastava desde dezembro. A decisão foi baseada na controversa imposição da lei marcial no ano passado, que desencadeou a pior crise política do país em décadas. A medida foi recebida com alívio por legisladores que temiam novas ações autoritárias, enquanto apoiadores do governo protestaram contra a decisão.
O caso dividiu a opinião pública, com manifestações tanto a favor quanto contra a remoção do líder. Antes do veredito, a polícia reforçou a segurança na capital, montando barreiras e alertando contra possíveis distúrbios. A queda do presidente marca um capítulo turbulento na política sul-coreana, especialmente para um ex-promotor que antes havia participado do impeachment de outro mandatário.
Além do processo de impeachment, o ex-presidente enfrentou acusações de insurreição, sendo preso em janeiro e liberado em março, embora as acusações permaneçam. O julgamento separado ainda pode trazer novos desdobramentos, enquanto o país tenta superar a instabilidade política e seguir em frente.