O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul manteve a decisão de afastar o presidente do cargo, confirmando o impeachment aprovado pelo Parlamento em dezembro de 2024. A medida foi tomada após uma tentativa de impor lei marcial, que suspendeu direitos civis e concentrou poderes nas mãos do governo. Com a decisão, o país terá até 60 dias para realizar novas eleições presidenciais, enquanto o primeiro-ministro assume interinamente.
O ex-presidente, eleito em 2022 com promessas de transparência, enfrentou controvérsias durante o mandato, incluindo políticas duras contra a Coreia do Norte e declarações polêmicas. Agora, ele responde a um processo separado por insurreição, que pode resultar em penas severas se for condenado. Enquanto isso, a oposição lidera as pesquisas eleitorais, mas seu principal candidato também enfrenta questões judiciais que podem impedi-lo de concorrer.
A crise política aprofundou a polarização no país, com manifestações públicas e um cenário de incerteza sobre a formação do próximo governo. O julgamento do ex-presidente, marcado para abril, e as eleições iminentes devem definir os rumos da Coreia do Sul em um momento delicado de sua história.