Os tradicionais montes de feno em forma de lágrima, com até 3 metros de altura, são um símbolo centenário da vida rural na Romênia. Construídos durante o verão, esses palheiros representam o trabalho coletivo de famílias inteiras, que cortam o capim, secam-no ao sol e empilham-no meticulosamente para proteger o alimento do inverno rigoroso. A técnica, transmitida por gerações, não apenas garante a sobrevivência do gado durante os meses frios, mas também reflete um modo de vida profundamente conectado à natureza e às estações.
No entanto, com o avanço de novas técnicas agrícolas, esses palheiros dourados estão gradualmente desaparecendo, marcando o fim de uma era. A mudança para métodos modernos de armazenamento e produção diminuiu a necessidade do trabalho manual intensivo que caracterizava a prática tradicional. Enquanto algumas comunidades ainda mantêm o costume, muitas áreas rurais já substituíram os icônicos montes por alternativas mais eficientes, porém menos pitorescas.
O declínio desses palheiros não é apenas uma mudança prática, mas também cultural, representando a erosão de saberes ancestrais e de uma paisagem rural que há séculos define a identidade da região. Embora a modernização traga benefícios econômicos, ela também levanta questões sobre a preservação do patrimônio imaterial e da conexão humana com a terra. O futuro dessas tradições agora depende do equilíbrio entre progresso e a valorização da herança rural.