O número de mortos pelo terremoto mais devastador a atingir Mianmar em um século deve ultrapassar 3.000 nesta quarta-feira, segundo estimativas de agências humanitárias. Com as chuvas de monção previstas para começar em maio, há urgência no aumento de ajuda internacional para evitar uma crise ainda maior. Nas cidades mais afetadas, Mandalay e Sagaing, sobreviventes dormem ao relento, enquanto o cheiro de corpos sob os escombros domina a região.
A escassez de água, comida e medicamentos agrava a situação, deixando a população vulnerável a doenças e desnutrição. Muitos dos desabrigados ainda não receberam auxílio adequado, aumentando o temor de que as próximas chuvas torrenciais possam piorar as condições já precárias. Organizações humanitárias alertam para a necessidade de ação imediata antes que o acesso às áreas afetadas se torne ainda mais difícil.
O desastre expôs a fragilidade da infraestrutura local, com estradas destruídas e comunicações interrompidas, dificultando os esforços de resgate. Enquanto isso, os sobreviventes enfrentam traumas psicológicos e a incerteza sobre o futuro, em meio a cenários de devastação. A comunidade internacional é pressionada a ampliar sua resposta antes que a temporada de monções torne a situação ainda mais crítica.