As vendas da Tesla caíram 13% no primeiro trimestre de 2024, marcando o desempenho mais fraco em quase três anos. A montadora comercializou 336.681 veículos no período, uma queda de 20,27% em comparação com o primeiro trimestre de 2023, quando as vendas atingiram o pico histórico. Analistas apontam que a queda superou as expectativas, já que as previsões indicavam 372.410 unidades vendidas. A redução ocorreu em mercados-chave como Europa, China e EUA, onde consumidores estão optando por modelos mais novos de concorrentes e onde lojas da Tesla foram alvo de vandalismo.
A disputa com rivais como a BYD, que deve superar a Tesla como maior vendedora global de veículos elétricos em 2024, e a desaceleração na demanda por modelos como o Cybertruck — afetado por recalls e preocupações com qualidade — agravam os desafios. A empresa prometeu lançar um veículo mais acessível em 2025, mas ainda não divulgou detalhes. Enquanto isso, incentivos e modelos renovados, como o Model Y, tentam frear a queda, mas sem resultados significativos até o momento.
Investidores monitoram se a estratégia da Tesla conseguirá reverter o cenário, especialmente diante de tarifas de importação e retaliações que podem impactar custos. Apesar da fabricação nos EUA amenizar parte dos efeitos, as implicações financeiras são significativas. Analistas destacam que, embora um trimestre fraco já fosse esperado, os resultados foram piores do que o previsto, pressionando ainda mais a montadora em um mercado cada vez mais competitivo.