As vendas de veículos da Tesla caíram 13% no último trimestre, atingindo o menor nível em quase três anos. A queda reflete desafios como a reformulação do Model Y, a desaceleração da demanda e a reação internacional a declarações polêmicas de seu CEO. Apesar disso, as ações da empresa recuperaram parte das perdas durante o dia de negociação, após uma queda inicial de 6,4%. No longo prazo, porém, as ações acumulam declínio de 44% desde o pico após a eleição de Trump.
A Tesla teve desempenho abaixo de concorrentes em mercados-chave como Europa e China, onde as vendas despencaram 43% e enfrentaram a crescente dominância da BYD. Enquanto a indústria de veículos elétricos cresceu 31% na Europa, a empresa entregou 12% menos Model 3 e Model Y no trimestre. Além dos desafios comerciais, um movimento global chamado “Tesla Takedown” tem organizado protestos contra a marca, incentivando a venda de ações e veículos. Investidores também expressaram preocupação com a gestão da empresa.
Apesar dos obstáculos, a Tesla aposta em inteligência artificial, robótica e no lançamento de um serviço de robotáxi em Austin para revitalizar seu negócio. A empresa promete ainda modelos mais acessíveis no primeiro semestre, buscando reverter a queda nas vendas. Essas iniciativas têm mantido otimismo entre alguns acionistas, que veem potencial para a empresa superar os atuais desafios e renovar sua linha de produtos.