O presidente francês Emmanuel Macron reuniu ministros e especialistas para discutir o programa nuclear do Irã, em meio ao aumento das tensões entre Teerã e os Estados Unidos. A reunião, considerada incomum por focar em um único tema, reflete a preocupação europeia com possíveis ataques militares liderados por Washington e Israel contra instalações iranianas. Enquanto isso, os EUA reforçaram sua presença militar no Oriente Médio, alimentando especulações sobre uma escalada do conflito.
O Irã, que vem ultrapassando os limites do acordo nuclear de 2015 desde que os EUA se retiraram do pacto, nega buscar armas atômicas. França, Reino Unido e Alemanha tentam pressionar o país a retomar negociações, mas enfrentam dificuldades para coordenar esforços com a administração americana, que adotou uma postura de “máxima pressão”. Diplomatas europeus esperam fechar um novo acordo até agosto, antes que o pacto original expire em outubro de 2025.
O ministro das Relações Exteriores do Irã deve se encontrar com representantes de potências europeias em Paris, enquanto o secretário de Estado dos EUA discutirá o tema em Bruxelas durante uma reunião da Otan. A situação permanece delicada, com ameaças de sanções e bombardeios caso as negociações não avancem, aumentando o risco de uma crise internacional.