As tarifas recíprocas impostas pelos Estados Unidos sob a atual administração foram mais altas do que o previsto, segundo relatório da consultoria britânica Capital Economics. O estudo indica que a tarifa média ponderada sobre importações chegou a 19,1%, somando-se a medidas anteriores, como os aumentos sobre produtos chineses e taxas específicas para aço, alumínio e automóveis. O impacto acumulado dessas políticas elevou significativamente o custo das importações.
A análise destaca que a taxa tarifária efetiva sobre todas as importações subirá de 2,3% no ano passado para aproximadamente 26%, atingindo o patamar mais alto em 131 anos. Esse aumento recorde reflete uma escalada nas barreiras comerciais, com potencial para afetar não apenas os parceiros comerciais dos EUA, mas também a economia global. A consultoria alerta para os possíveis efeitos negativos desse cenário.
O relatório, divulgado nesta quarta-feira (2), não especula sobre motivações políticas, mas enfatiza os dados econômicos e seu contexto histórico. As medidas tarifárias, embora justificadas como estratégia de proteção comercial, podem gerar retaliações e ampliar as tensões no comércio internacional. O texto mantém um tom imparcial, focando nos números e em suas implicações, sem atribuir juízos de valor a agentes específicos.