Pesquisas indicam que consumidores nos EUA estão menos confiantes na economia, com 70% dos americanos acreditando que as novas tarifas impostas pelo governo elevarão os preços de alimentos e bens de consumo. Anunciadas como “Dia da Libertação”, as tarifas variam de 10% a 50% sobre produtos importados e visam estimular a indústria nacional, mas especialistas alertam que os efeitos negativos, como inflação e desaceleração econômica, podem ser sentidos antes dos benefícios. Com eleições legislativas em 2026, a medida representa um risco político, já que os republicanos mantêm margens estreitas no Congresso e a insatisfação dos eleitores pode favorecer os democratas.
A reprovação às tarifas é ampla, incluindo 62% dos republicanos, e apenas 31% dos entrevistados acreditam que os trabalhadores americanos serão beneficiados. Enquanto isso, a confiança de famílias e empresas na economia caiu nos últimos meses, e o mercado financeiro reagiu negativamente, com futuros de ações em queda. Analistas destacam que o timing é crucial, pois os impactos econômicos podem se intensificar antes das eleições, potencialmente afetando o cenário político. Sinais de descontentamento já apareceram em eleições recentes, como na vitória apertada de republicanos na Flórida e na derrota de um candidato conservador apoiado por figuras influentes em Wisconsin.
Especialistas divergem sobre os efeitos de longo prazo das tarifas, com alguns apontando riscos de retaliação comercial e outros destacando a resiliência política do governo. Pequenos empresários também têm opiniões divididas: enquanto alguns comemoram o aumento da demanda por produtos nacionais, outros temem a alta nos custos de importação. O Senado aprovou uma medida para suspender tarifas sobre o Canadá, mostrando fissuras dentro do próprio partido no poder. O cenário sugere que, embora a estratégia possa trazer ganhos futuros, os desafios imediatos representam um teste para a popularidade do governo e a estabilidade da economia.