As novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos têm causado preocupação em diversos setores da economia, tanto dentro do país quanto no exterior. Indústrias automotivas, tecnológicas e financeiras já sentem os efeitos, com redução na produção e incertezas sobre o futuro. O Federal Reserve (Fed) demonstra cautela, monitorando riscos como inflação persistente e aumento do desemprego, enquanto tenta avaliar os próximos passos da economia americana.
Um dos setores mais impactados é o automotivo, que enfrentará tarifas de 25% na importação de veículos, podendo reduzir a produção norte-americana em até 20%. Além disso, o custo de montagem de carros nos EUA pode subir em US$ 3 mil, e milhões de veículos asiáticos e europeus podem desaparecer das concessionárias. Na tecnologia, especialmente em inteligência artificial, as tarifas elevam a imprevisibilidade, levando empresas como a Microsoft a reconsiderar investimentos em data centers.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alerta que as medidas podem aumentar a instabilidade global, afetando as projeções de crescimento. Embora não espere uma recessão nos EUA, a diretora-gerente do FMI destaca a queda de confiança nos setores econômicos e a limitada capacidade dos países de absorver novos choques, agravada por crises recentes. O cenário sugere um período de ajustes e incertezas para a economia mundial.