O anúncio iminente de tarifas recíprocas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para esta quarta-feira (2), gerou tensões nos mercados globais, com desvalorização do dólar e fuga de investidores. A medida, que pode atingir o Brasil, especialmente por suas importações de diesel russo, amplia as preocupações com retaliações comerciais. Enquanto isso, o governo brasileiro se prepara para reagir, com a aprovação do Projeto de Lei da Reciprocidade no Senado, que permite retaliar países que imponham barreiras injustas ao comércio brasileiro.
No Brasil, a agenda econômica inclui dados importantes como a produção industrial e estatísticas monetárias, enquanto o Banco Central celebra seus 60 anos com eventos transmitidos ao público. Nos EUA, os investidores aguardam indicadores como o Índice ADP de empregos e o relatório de estoques de petróleo, que podem influenciar o mercado energético. Além disso, a indústria de cartões trabalha para integrar o Pix aos plásticos, facilitando pagamentos por aproximação, em uma iniciativa que depende da autorização do Banco Central.
O ministro da Fazenda expressou preocupação com as tarifas americanas, destacando que o Brasil mantém relações comerciais superavitárias com os EUA e está aberto ao diálogo. Paralelamente, o governo busca fortalecer sua articulação política no Congresso, com reuniões marcadas para discutir projetos como a isenção de Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil. Enquanto isso, o Brasil assume a presidência do Conselho Permanente da OEA, com foco em multilateralismo e combate ao racismo, marcando uma posição de liderança no cenário internacional.