O ministro Cristiano Zanin, presidente da 1ª Turma do STF, antecipou para os dias 22 e 23 de abril o julgamento da denúncia da PGR contra seis indivíduos acusados de integrar o chamado “núcleo 2”, relacionado a supostas ações para manter o poder de forma ilegítima em 2022. Originalmente marcado para o fim de abril, o processo será analisado pelos ministros da Turma, que decidirão se há elementos suficientes para transformar os investigados em réus.
O grupo é acusado de coordenar medidas como a edição de documentos supostamente golpistas, monitoramento de autoridades e pressão sobre militares. Entre as alegações, estão a organização de blitzes policiais durante as eleições, supostamente para dificultar o acesso de eleitores às urnas. As defesas contestam as acusações, argumentando que algumas ações, como o monitoramento, foram feitas dentro da legalidade.
O caso é parte de um inquérito mais amplo, que já resultou na denúncia de outras figuras públicas, incluindo um ex-presidente. O julgamento pelo STF poderá definir os próximos passos do processo, incluindo a possibilidade de abertura de ação penal. A decisão da corte será acompanhada de perto, dada a relevância do tema para a democracia brasileira.