A Suprema Corte da Coreia do Sul ratificou o impeachment do presidente, encerrando um processo iniciado após a decretação de lei marcial e alegações de tentativa de golpe de Estado. O líder foi acusado de mobilizar forças militares e policiais para enfraquecer instituições democráticas e violar direitos básicos, incluindo restrições à liberdade de imprensa e prisões sem mandado. A decisão judicial, anunciada nesta sexta-feira (4), marca o fim de um período de tensão política e abre caminho para novas eleições presidenciais em até 60 dias.
O Parlamento sul-coreano já havia aprovado o impeachment, mas a confirmação da Corte era o último passo necessário. O presidente, que alegou combater infiltrações comunistas sem apresentar provas, não compareceu ao julgamento. A bandeira presidencial foi retirada da sede do governo, e manifestantes celebraram a decisão, vista como uma vitória da democracia. A Coreia do Sul, aliada estratégica dos Estados Unidos na Ásia, enfrentou regimes autoritários por décadas antes de consolidar seu sistema democrático.
Especialistas destacam que a decisão reforça o princípio de que abusos de poder não serão tolerados. Um professor de direito constitucional ressaltou que a mensagem é clara: qualquer líder que ultrapassar seus limites será removido. O país agora se prepara para um novo capítulo político, enquanto o ex-presidente aguarda um julgamento criminal por suas ações durante o mandato.