O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou que o Internacional jogue com portões fechados no Campeonato Brasileiro Feminino como punição preventiva por um ato de conotação racista. O caso ocorreu durante uma partida em Porto Alegre, quando um pedaço de banana foi arremessado em direção ao banco de reservas do Sport. O incidente foi registrado em súmula, e o clube pernambucano repudiou a ação, classificando-a como covarde e racista. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também se manifestou, exigindo punição rigorosa.
O Internacional identificou a autora do ato, uma atleta de 18 anos das categorias de base, e rescindiu seu contrato imediatamente. Em nota, o clube afirmou que não tolera qualquer comportamento que viole seus valores. A decisão do STJD foi rápida, refletindo a pressão por medidas mais duras contra o racismo no futebol, tema que ganhou destaque após casos recentes, incluindo um envolvendo um jogador do Palmeiras na Libertadores Sub-20.
O caso ocorre em um momento de maior discussão sobre discriminação no esporte. A Conmebol anunciou a criação de uma força-tarefa contra o racismo, liderada por figuras como Ronaldo Fenômeno e ex-dirigentes da FIFA. A agilidade na punição pelo STJD e a postura firme do Internacional sinalizam uma tentativa de combater o problema, mas também evidenciam desafios persistentes no ambiente esportivo.