sucessão ministerial e debate sobre anistia dividem bancada do União Brasil

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

A bancada do União Brasil na Câmara enfrenta divergências sobre a possível saída do atual líder, o deputado Pedro Lucas, para assumir o Ministério das Comunicações. Enquanto parte dos parlamentares defende sua permanência na liderança, outros apoiam sua ida ao governo, indicada pelo presidente do Senado. O deputado Paulo Azi destacou a importância de manter independência em relação ao Executivo, argumentando que Pedro Lucas tem realizado um trabalho exemplar como líder. Nomes como o do deputado Mendonça Filho são cotados para substituí-lo, caso a mudança ocorra.

Outro tema que divide a bancada é o projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Dos 59 deputados do partido, 40 assinaram um pedido de urgência para a proposta, contrariando a posição do governo. Azi afirmou que não houve orientação partidária, e que a decisão reflete o sentimento majoritário na Câmara de que as punições foram excessivas. O presidente da Casa, atualmente de licença, deve levar a discussão ao Colégio de Líderes na próxima semana.

A situação expõe as tensões dentro do União Brasil, que precisa equilibrar sua relação com o governo e suas próprias diretrizes partidárias. Enquanto a sucessão ministerial ainda depende de decisões pós-feriado, o debate sobre a anistia revela fissuras tanto na base governista quanto na oposição, com repercussões para a agenda política em curso.

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