Um estudo realizado pela Universidade de New South Wales, na Austrália, e publicado na revista Nutrients, sugere que a creatina pode não ser tão eficaz no aumento da massa muscular quanto se acreditava. A pesquisa acompanhou 54 participantes saudáveis durante 12 semanas de treinamento de resistência, divididos em grupos que consumiram ou não o suplemento. Ambos apresentaram ganhos similares de aproximadamente 2 quilos de massa magra, indicando que a creatina não proporcionou vantagens significativas nesse aspecto.
A autora sênior do estudo explicou que resultados anteriores podem ter sido mal interpretados devido à retenção de líquidos causada pela creatina, que pode ser confundida com ganho muscular real. Além disso, o estudo incluiu uma fase de wash-in para estabilizar a resposta do corpo ao suplemento, mas os benefícios iniciais observados, especialmente em mulheres, desapareceram com o tempo. Especialistas destacam que a ausência de uma fase de carga — comum em protocolos de suplementação — pode ter influenciado os resultados.
Apesar das descobertas, a creatina continua sendo amplamente reconhecida por seus efeitos no desempenho esportivo e na força muscular quando combinada com exercícios. No entanto, fatores como dosagem, tempo de uso e características individuais devem ser considerados para avaliar sua eficácia. O estudo reforça a necessidade de mais pesquisas para entender completamente o papel da creatina no ganho de massa muscular.